terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Em breve: 3ª Edição do livro!!

Olá seguidores, amigos e visitantes do Blog Bully: no bullying!

Já estamos recebendo os pedidos para o lançamento da 3ª edição do livro:

"Brincadeiras que fazem chorar - Edição Especial Professores." 3ª ed.

O livro explica exatamento o que é o bullying, como funciona o processo dessa violência na escola, ensina como identificar alvos e autores de bullying e nesta edição especial possui um guia exclusivo de como montar (passo a passo) um projeto anti bullying nas escolas.

Não percam esta oportunidade de adquirir o livro com desconto! Escolas, prefeituras, Secretarias de Educação, professores ... façam seus pedidos com desconto até o dia 15 de abril. Entre em contato para pedidos e maiores esclarecimentos.

Lembrando que a 1ª e a 2ª Edição do livro  "Brincadeiras que fazem chorar" estão esgotadas, então corram e não percam esta oportunidade. Afinal, a Lei 13.185 já sancionada, define como obrigatório que as escolas estaduais, municipais, particulares e também clubes e agremiações esportivas terão que prevenir, combater e solucionar os casos de bullying em seu estabelecimento.

A terceira edição do livro é um ótimo e competente material didático especializado em bullying atuando na capacitação dos profissionais de educação a lidarem com o bullying nos espaços escolares.
 
Entre em contato, nós podemos ajudar! 
 
 
 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Bullying lidera lista de traumas e deixa mais sequelas que maus tratos por adultos.

Bullying na escola causa mais traumas que maus-tratos por adultos


© Ricardo Moraes / Reuters

Os efeitos a longo prazo numa criança alvo de intimidação ou violência física por parte dos colegas são piores que os que são provocados pelos maus-tratos por adultos, revela um estudo científico realizado no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Os resultados da investigação, publicados esta semana na revista científica  Lancet Psychiatry, sublinham a necessidade de o bullying ser encarado de forma mais séria, como um problema de saúde pública.

"Ser vítima de bullying provoca efeitos semelhantes - e por vezes piores - aos que são infligidos por adultos na saúde mental de jovens adultos", escrevem os autores do estudo.

Investigações anteriores têm revelado que as crianças que são maltratadas por adultos ou são alvo de violência por parte dos colegas de escola têm altas taxas de depressão, ansiedade e tendências suicidas, entre outros problemas. Assim, ambas as situações de violência são más, mas estes investigadores quiseram ir mais longe e perceber qual delas é pior.

Analisaram os dados de dois grandes estudos feitos a longo prazo com milhares de crianças, britânicas e norte-americanas, ambos com informação sobre maus-tratos a crianças tanto por adultos como na escola, bem como informação sobre a saúde mental dessas crianças já adolescentes ou adultas.

Entre as 4026 crianças que participaram no estudo  Avon Longitudinal Study of Parents and Children  no Reino Unido, 8% tinham sido vítimas de abuso por adultos, 30% de bullying e 7% tinham sido expostos a ambos os tipos de violência.

Entre as 1273 crianças que participaram no estudo  Great Smoky Mountains Study  na Carolina do Norte, EUA, 15% tinham sido vítimas de abuso por adultos, 16% de bullying e 10% tinham sido vítimas de ambas as formas de violência.

As crianças de ambos os países tinham desenvolvido problemas de saúde mental por terem sido vítimas de bullying, numa percentagem maior que as que tinham sido maltratadas por adultos.

As crianças britânicas alvo de bullying tinham 70% mais probabilidades de sofrer de depressão ou de praticar algum tipo de violência sobre si próprias do que as crianças vítimas de abusos por adultos. As norte-americanas tinham cinco vezes maiores probabilidades de desenvolverem ansiedade se tivessem sido agredidas na escola do que por adultos.

Os investigadores descobriram ainda que em ambos os grupos de crianças, cerca de 40% que tinham sido maltratadas por adultos eram também vítimas de agressões pelos colegas. As razões para que tal aconteça não são muito claras, confessam os autores do estudo, embora o mais provável seja que um historial de abusos torna muito mais difícil para a criança regular as suas emoções "o que as pode tornar mais susceptíveis a ser alvo de bullying", explicam.
Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2015-04-29-Bullying-na-escola-causa-mais-traumas-que-maus-tratos-por-adultos

terça-feira, 4 de novembro de 2014

"O bullying que sofri e a pessoa que me tornei: relatos de quem foi vítima"

Oi amigos,  

Achei interessante essa matéria que li no site www.campograndenews.com.br e resolvi compartilhar com vocês. É do dia 17 de outubro deste ano.

O bullying que sofri e a pessoa que me tornei: relatos de quem foi vítima

Elverson Cardozo
Alex na infância, fase adulta e agora, com o corpo em forma. (Foto: Arquivo Pessoal)                                                       Alex na infância, fase adulta e agora, com o corpo em forma. (Foto: Arquivo Pessoal)
Você já foi vítima de bullying ou conhece alguém que enfrentou essa violência? O termo é relativamente novo, mas a prática, caracterizada por atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais ou não, vem de anos e, para vítima, é extremamente dolorosa.

Hoje o Lado B conta a história de três pessoas que passaram por isso, mas cresceram, mudaram, deram a volta por cima e, agora, são capazes de surpreender seus agressores porque, de tanto “apanhar”, se tornaram mais fortes.
Alex Ferreira Machado passou a infância, adolescência e parte da vida adulta sendo chamado de Alencão, gordo, gordão, bola, bolota e tantos outros apelidos cruéis. E tudo isso por conta do peso, da obesidade.
O supervidor de vendas chegou a pesar, em sua pior fase, 147 quilos, mas agora tem 83 e um corpo em forma. A mudança, que o deixou irreconhecível, veio depois de uma cirurgia de redução do estômago, realizada há mais de dois anos.
Mas, antes disso, dos 13 aos 28 anos, ele enfrentou todo tipo de preconceito, inclusive o bullyng. “Eu me sentia para baixo, me sentia diferente. As pessoas me viam como um cara fracassado, frustado, sem perspectiva de vida, que não tinha sucesso com as mulheres. Sempre ficava de escanteio. Eu era sempre o último. Era ponto de referência”, conta.
Transformado, ele viu a vida e as relações mudar. Magro, o supervisor teve a oportunidade de reencontrar, anos mais tarde, alguns de seus agressores. “Eles ficaram sem graça. Tem gente que me vê na rua e abaixa a cabeça, finge que nem me conhece, mas minha autoestima vai lá em cima”, relata.
De toda essa experiência, que ele não deseja para ninguém, Alex tirou uma lição. “São pessoas ignorantes, que querem julgar os outros pela aparência, mas o mundo da voltas. Eu calei a boca de muita gente que duvidou da minha capacidade”.
O engenheiro mecânico Douglas Lino sofreu bullying na adolescência. (Foto: Alcides Neto) 
O engenheiro mecânico Douglas Lino sofreu bullying na adolescência. (Foto: Alcides Neto)
O engenheiro mecânico Douglas Lino de Oliveira Santos, de 23 anos, também conseguiu deixar muita gente de bico fechado e, por isso, pensa de maneira semelhante. “Não importa de onde a pessoa vem. Você não sabe o dia de amanhã. Você não sabe aonde ela vai estar. Você pode precisar dela”, ensina.
Ele diz issso porque, aos 16 anos, quando se mudou para os Estados Unidos, enfrentou rejeição. Lá, conheceu o bullying e, também, a xenofobia. Na escola onde estudava, era o único brasileiro.
“Eu não falava nada de inglês. Era magricelinho, orelhudinho... Não conhecia ninguém. Era difícil fazer amigos. Passava muita humilhação”, relata.
No primeiros meses, sem saber nada do idioma, Douglas foi vítima dos próprios colegas de sala. “Me chamavam de nomes racistas. Jogaram até comida em mim. Isso aconteceu uma vez”, relembra.
Mas, em um ano, a situação mudou. Dominando o inglês, Douglas passou a se dedicar, também, ao espanhol. Hoje, considerando o português, sua língua materna, ele é trilíngue.
À esquerda, Douglas um mês antes de ir para os Estados Unidos. À direita, ele lá, anos depois, pronto para o trabalho. (Foto: Arquivo Pessoal) 
À esquerda, Douglas um mês antes de ir para os Estados Unidos. À direita, ele lá, anos depois, pronto para o trabalho. (Foto: Arquivo Pessoal)
O rapaz, que antes era motivo de piada, passou a ser visto com outros olhos. “Trabalho em uma empresa de tecnologia da informação que tem aproximadamente 40 funcionários. No meu time só eu falo três idiomas”.
A cantora cristã Nandah Marcondes é outro exemplo de alguém que também enfrentou o problema, mas deu a volta por cima. “Sofri bullying quando era pequena, por ser magrela e por ter uma cabeleira um tanto quanto desajeitada. Não tinha amigos e era bem excluída. Muitos nem sequer dançavam comigo”, conta.
O mais ouvia? “Que eu era esquista”, ela responde, em meio a risadas. O riso rola solto porque, hoje, parece engraçado, mas, no passado, a “brincadeira” incomodava e, mais que isso, machucava.
Nandah (de branco) com as amigas, ainda na adolescência. (Foto: Arquivo Pessoal)Nandah (de branco) com as amigas, ainda na adolescência. (Foto: Arquivo Pessoal)


















Mas a menina desajeitada da escola encontrou forças para vencer. “Com o tempo as coisas foram mudando. Eu vi que podia fazer as pessoas começarem a prestar atenção no que tinha a dizer. Foi lá que percebi que eu era líder e que não poderia ser bonita, mas tinha o que dizer”, relata.
Nandah quando recebeu o título de melhor interprete feminina no Troféu Louvemos ao Senhor, o maior da música católica. (Foto: Arquivo Pessoal)Nandah quando recebeu o título de melhor interprete feminina no "Troféu Louvemos ao Senhor", o maior da música católica. (Foto: Arquivo Pessoal)
Tinha o que dizer e o que cantar. Nandah, que hoje mora em Belo Horizonte, é uma cantora premiada a nível nacional e, além disso, liderança jovem. Quando começou a mudar, ela também teve, assim como Alex e Douglas, a oportunidade de reencontrar antigos “amigos”. “Alguns falaram que hoje me tirariam para dançar”.
O bullying a feriu, mas Nandah sobreviveu às “torturas” e virou uma mulher de garras, determinada. “Não importa como as pessoas a classificam. Você sempre tem que saber quem você é. Eu fui me descobrindo com o tempo quem eu era e, no final das contas, percebi que era um tanto esquisita, que não segui nenhum padrão. Essa sou eu”.
A cantora não tem mais a “cabeleira um tanto quanto desajeitada”, mas as madeixas continuam rebeldes, só que agora com muito mais estilo. A ousadia externa só reflete a interna.
“Sou mais forte por ter conseguido enfrentar esse tipo de situação, mas confesso que por muito tempo tive dificuldade em assumir quem eu sou e a minha identidade”, revela.
(Atualizada às 13h26)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Projeto: Bullying? Aqui não! Etapa 1 - Atividade 1

Projeto: Bullying? Aqui não!


Olá pessoal, como leram no post da semana passada "vamos fazer um projeto de bullying na sua escola?" , aqui está a primeira etapa do projeto.

ETAPA 1

Atividade 1 - Formando comissões
Para montar um projeto sobre bullying na escola é preciso envolver outras pessoas. Amigos, professores, monitores, pais e direção. Quem estiver aberto a participar deve ser bem vindo. Caso consiga poucas pessoas no início, sem problemas. Aos poucos o pessoal se anima.

Convite.

Faça um cartaz divulgando a data, hora e o local para que os interessados se encontrem e possam discutir os detalhes do projeto.

O que debater?

Na primeira reunião, é importante definir alguns pontos:
1. Nome para o projeto (clique aqui e veja algumas ideias)
2. Questionário (clique aqui e entenda o porquê)
3. Divisão de tarefas. As principais seriam:

- Grupo responsável pela COLETA DE DADOS. Neste grupo, os participantes aplicam o questionário (que é anônimo) antes e após o projeto, analisam, e divulgam o resultado. Um professor de matemática pode ajudar nesta etapa! Clique em questionários para mais informação.

- Grupo responsável pela INFORMAÇÃO e CONTEÚDO. Neste grupo, os participantes ficam responsáveis por separar os materiais encontrados sobre o bullying, cyberbullying e mobbing. E podem seguir três caminhos:
* disponibilizar o conteúdo nos murais da escola
* disponibilizar o conteúdo em um blog (crie um para este projeto na sua escola)
* disponibilizar o conteúdo em panfletos. Clique aqui e encontre panfletos com informações sobre bullying para divulgação. É só imprimir.

 - Grupo responsável pelas ATIVIDADES E AÇÕES. Neste grupo, os participantes elaboram as suas práticas para combater o bullying. Quais?
* Debate em classe
* Palestra
* Filmes e discussão
* Trabalhos
* Eventuais depoimentos
* Sarau com músicas, poemas e desenhos sobre bullying.
* Apresentação de um teatro

Os detalhes de cada atividade e como colocá-las em práticas serão postados semana que vem.

Dúvidas? Deixe um comentário...

Espero que estejam animados com a ideia de um projeto contra o bullying na escola de vocês. Mandem perguntas, ideias, fotos das atividades, o que quiserem! Vamos juntos combater essa violência na escola.

Abraços, Carol.
Já curtiu nossa fan page? facebook.com/bullynobullying 

Projeto: Bullying? Aqui não! Etapa 1 - Atividade 2 (Questionário)

 Projeto: Bullying? Aqui não! Etapa 1 - Atividade 2

Questionários.

Por que o questionário faz parte da etapa de combate e prevenção ao bullying?

Você quer montar um projeto na sua escola e tem várias ideias bacanas sobre como fazer isso. Mas no final, como saberá se suas ações deram certo ou não? Como saberá que o que pesquisou e ensinou aos colegas terá algum impacto na redução dos casos de bullying na sua escola?

É importante medir.

Dá para medir o bullying? Sim, podemos saber quanto o bullying está presente na sua escola. Para isso elaborei um questionário que deve ser aplicado com todos os alunos ou com uma porcentagem significativa deles.

O questionário é e deve ser anônimo. Pode ser aplicado na própria sala de aula ou em alguma outra sala grande com várias classes ao mesmo tempo.

Objetivo?

O objetivo não é identificar nomes dos alvos ou autores de bullying. O objetivo é saber quanto de bullying existe na sua escola.

No final do seu projeto, você poderá aplicar novamente para ver se surgiu algum resultado. Lembre-se que muitos podem omitir informações com medo de ser punido, pela direção (no caso dos autores de bullying) ou pelos agressores (no caso dos alvos de bullying). Portanto é importante deixar claro para toda a turma na hora de aplicar o questionário:

* o objetivo
* o anonimato
* a importância de falar a verdade
* e para não citarem nomes

Na hora de analisar os resultados, peça ajuda a um professor e divulguem os dados no final do projeto.

Para acessar o questionário, (nao estou conseguindo salvar em pdf!) mande um email para: contato.bnbullying@gmail.com que envio para você!

Dúvidas? Deixe um comentário!

Abraços,

Carol.