sábado, 29 de maio de 2010

Lançamento da 2ª edição do Livro “Brincadeiras” que fazem chorar!

Pessoal é com grande alegria que anuncio a 2ª Edição do livro -
"Brincadeiras" que fazem chorar. Introdução ao Fenômeno Bullying.

O lançamento ocorrerá dia 11 de junho, em Itapetininga e dia 19 de junho, em Campinas. Obrigada pelo apoio de vocês.

A segunda edição está atualizada e possui um capítulo a mais sobre o bullying na educação infantil!

Olhem a capa .... 


Grande Abraço,
Carolina Giannoni Camargo!
contato.bullying@yahoo.com.br

A importância do "acordar" para a causa!


Cada vez mais me convenço que, as escolas, precisam URGENTEMENTE, de um plano anti bullying. O sofrimento para o alvo é muito grande, já passei por isso.  E ele, por si só, se sente fraco devido às conseqüências sofridas pelas agressões do autor de bullying. E, cá entre nós, o alvo precisa de ajuda e não de combater, sozinho, as agressões.
Muitos projetos municipais e estaduais surgem para concretizar, ainda mais, esta ação de prevenção e combate ao bullying. As escolas, inclusive as particulares (pois, muitas se recusam a acreditar que o bullying existe nelas), precisam lembrar o seu papel de formar alunos, mas, acima de tudo, o seu papel de formar cidadãos.
E como isso é possível se, as escolas, se preocupam mais em manter regras disciplinares, do que se importar com as questões morais e a agressão psicológica?
É preciso “cair a ficha” das escolas e, estas, lembrarem que o bullying possui conseqüências graves, seguem algumas:
·         Queda no rendimento escolar,
·         Abandono da escola
·         Transtornos comportamentais
·         Fobia social
·         Depressão
·         Gastrite, enxaqueca, stress
·         Envolvimento precoce com a criminalidade
·         Auto estima baixa
·         Pensamentos suicidas
·         Insegurança
·         Timidez em excesso
·         Dificuldade nos relacionamentos
·         Nulidade de opinião
·         Assassinatos
·         Suicídios
Estas conseqüências atingem os alvos, mas, também, os autores de bullying. É preciso trabalhar o bullying na escola, para que nossos alunos tenham a oportunidade de viverem em paz. 
O bullying é uma violência velada, e não, inexistente!
 
Carolina.
contato.bullying@yahoo.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

1/3 dos estudantes de 5ª a 8ª foi agredido em 2009!

Quase um terço dos estudantes brasileiros entre a 5ª e 8ª séries do primeiro grau já sofreram maus tratos. Segundo pesquisa divulgada hoje (14) pela ONG (Organização não-governamental) Plan Brasil, 28% dos 5.168 estudantes entrevistados para a pesquisa foram agredidos em 2009. 

Quando esses maus tratos são recorrentes, acontecendo mais de três vezes no mesmo ano, configuram, de acordo com a metodologia da pesquisa, em bullying. O termo designa todo o tipo de atitudes agressivas, verbais ou físicas, praticadas repetidamente por um ou mais estudantes contra outro aluno. Estiveram envolvidos em bullying 17% dos estudantes: 10% como vítimas, 10% como agressores, sendo que 3% eram tanto os que sofreram como praticaram os maus tratos.

Os mais atingidos por esses fatos são os meninos. Segundo o estudo, 12,5% dos estudantes do sexo masculino foram vítimas desse tipo de agressão, número que cai para 7,6% entre as meninas. A sala de aula é apontado como local preferencial das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos relatados.

As regiões onde a prática se mostrou mais frequente foram a Sudeste, com 12,1% dos estudantes assumindo ter praticado o bullying, e Centro-Oeste, onde 14% confessaram esse tipo de atitude. O Nordeste é a região do país onde o bullying é menos comum, apenas entre 7,1% dos estudantes.

A educadora Cléo Fante diz ser importante que os pais e professores estejam atentos e saibam diferenciar o bullying de uma brincadeira entre os jovens. “O bullying não é uma simples brincadeira de criança ou apelido que às vezes constrange. Tem casos que são gravíssimos, chegam a espancamentos. A criança não pode ir na escola, porque sabe que vai apanhar.”

Essas práticas violentas acabam por causar prejuízos na aprendizagem dos agredidos, os sintomas mais citados pelos jovens ouvidos foram a perda do entusiasmo, perda da concentração e o medo de ir à escola. Os agressores também têm problemas, segundo Cléo Fante. Muitos acabam ficando deslocados ao chegar ao ensino médio, quando o bullying é menos tolerado.

Ela exemplificou essa situação com base em um grupo de jovens agressores e agredidos que acompanha. “Muitos [dos jovens] já desistiram da escola. Um que foi morto pela polícia, era um agressor. Ele acabou desistindo da escola, se envolvendo com drogas, se envolvendo com gangues e com tráfico.”

A educadora disse que é difícil definir quais são os fatores que geram o bullying. De acordo com Fante, tanto a família como a escola propiciam, por diversos motivos, esse tipo de prática. Ela ressaltou a própria cultura divulgada pelos meios de comunicação como uma incentivadora da agressão. “Os programas humorísticos geralmente pegam como alvo grupos de minorias. É o anãozinho, o portador de nanismo, o negro, o homossexual. Então são esses grupos que eles fazem "zoação", que eles apelidam e constrangem”, exemplificou.

As escolas não tem, de acordo com Fante, estratégias para lidar com o bullying e outras forma de violência escolar. Ela destacou, entretanto, que não existe um método definido para lidar com essas situações. “Se existisse uma receita pronta, todas as escolas utilizariam. Cada criança age de um jeito”, ponderou

A melhor maneira de agir, na opinião da especialista, é analisar os casos individualmente e tentar descobrir o motivo da agressão, além de conscientizar os envolvidos no processo do ensino “Nós temos que atuar muito mais de uma forma sistêmica, trabalhar com as crianças, com a família, com a escola e com as instituições e atores sociais”.

 (Reportagem de Daniel Mello, da Agência Brasil, em São Paulo. Data 14/04/2010)

Filme da Semana!

Bom Dia!!! E o filme da semana é ...... 
...."Um grande garoto"



Puxa, mas, o filme fala sobre bullying? 

O tema central do filme não é bullying, porém, um de seus personagens, o grande garoto, é perseguido na escola. Vamos observar as cenas e, depois, analisar se os casos de violência que acontecem com ele são, ou não, característicos do bullying! Ok?

Dados sobre o filme:

Título original: About A Boy

Gênero: Comédia

Ano: UKA-EUA/2002

Duração: 101 minutos

Elenco: Hugh Grant, como Will
           Nicholas Hoult, como Marcus

Sinopse: o filme conta a história de um adulto criança e de uma criança adulta. Entre eles, uma mãe hippie que ama seu filho, mas, sofre de depressão e quer se matar. Uma trama interessante, com músicas envolventes e uma história para lá de (a) normalidades...

Quarta-feira (02/06) comentarei o filme, ok?


Grande Abraço e um ótimo fim de semana!!

Carol.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Análise do Curta: A peste da Janice.

(no post de sexta passada, ou melhor sábado de madrugada, há o link para quem quiser asssiti-lo)
 
A peste da Janice

Bom pessoal, o curta é interessante, um pouco simples, sem grandes novidades, é bem sentimental, mas, vale gastar 15 minutinhos do seu tempo assistindo-o. Dá para ser trabalhado em sala de aula, até mesmo, com a turminha do fundamental um.

Vamos lá! Analisarei personagens principais e, depois, farei um comentário geral:

JANICE: no filme, Janice é a garota nova na escola, filha da faxineira, encontra dificuldade de inserir-se no grupo. Veste-se com roupas maiores do que o seu tamanho, o sapato não é tão lustrado como o das outras garotas e, seus ombros, sempre caídos. Tenta fazer amizade com uma garota, a Virgínia (na sinopse está escrito que ela também é nova na escola, mas ficou um pouco confuso no filme). Quando termina a aula, Janice aguarda alguns minutos a mais no colégio para poder ir embora. Não apareceu no filme, mas, como Janice é um alvo bem típico de bullying, dá para perceber que ela fazia isso, para não ser agredida psicologicamente, também, lá fora.

Crítica: no filme, Janice possui um ar de coitadinha, vítima, inferior... O diretor realça que Janice possui uma condição econômica inferior ao das outras meninas do colégio de maneira a vitimá-la. Tudo bem, o curta é melodramático, não poderia ser diferente, mas, um aluno novo na escola, seja ele rico, pobre, feio, bonito, tímido ou não, encontra dificuldade de inserir-se no grupo e, também, pode ser alvo de bullying. Para aqueles que pensam como um autor de bullying, o fato dela ter condição financeira inferior ao das garotas, estudar na mesma escola que elas, seria um “bom” motivo para Janice ser zoada.
No caso, Janice foi alvo de uma agressão psicológica, de uma “Brincadeira” que faz chorar. Pois, repetidamente, freqüentemente e intencionalmente inventaram para ela um boato, que se tornou uma “brincadeirinha” entre as meninas do colégio. 

MÃE: A mãe da Janice á a faxineira da escola e, por direito, possui uma vaga para a sua filha única estudar no colégio. Trabalha no intervalo, na entrada e na saída da menina, ou seja, está presente nos mesmos espaços escolares que a filha, ás vezes até, no mesmo momento. No filme, Janice pedi a sua mãe para que, depois que as aulas acabassem, aguardar na escola o término do trabalho da mãe. Mas, a mãe diz que não, pois, Janice tem que jantar, fazer dever de casa, se encontrar com a avó. “Não e Não Janice!”, diz a mãe.

Crítica: a mãe de Janice, assim como a maioria das mães e pais que desconhecem o que é o bullying, não fica atenta as pistas. Estes pais e mães nem imaginam que seus filhos possam dar indícios de envolvimento com o fenômeno seja exercendo o papel de autor de bullying, seja, como no caso do filme, exercendo o papel de alvo dessas agressões. Por isso, buscar informações sobre o que é o bullying, como identificá-lo, como preveni-lo e combatê-lo é essencial para a diminuição dos casos. Além disso, voltando para a mãe da Janice e estendendo a crítica para as outras mães e pais, que negócio é esse de não e não? “Péra aí”! ... O não é muito importante na formação dos nossos filhos, resume, se é que posso dizer assim, o limite na educação deles. Mas, antes de dizermos não, devemos nos atentar ao pedido dos nossos filhos. Vejam só: “Janice, minha filha, por que insiste tanto em voltar comigo para casa? O que está acontecendo? Quer conversar em casa? Posso te ajudar com alguma coisa?”. Pessoal essa frase é criação minha ok? Não está no filme! Mas, deu para sacar o que quero dizer, né? Daria uma abertura para que a Janice pudesse cofiar em sua mãe e, talvez, contar como se sente e o que está acontecendo. Menos de 5% dos alvos de bullying contam que estão sofrendo, e nós, que não estamos envolvidos diretamente com o fenômeno, podemos e devemos mudar essa situação.

VIRGÍNIA: ela é a outra garota nova na escola. O filme mostra que ela se veste melhor, usa os sapatos iguais aos das outras meninas, fez amizades com a turma, também aparenta ser tímida, assim com Janice. É doce e gosta da Janice, conversa com ela somente quando não está na escola. 

Crítica: Claramente entendo que, no filme, o fato da Janice ser alvo de bullying é pela sua condição social. O curta mostra algo que não gostei, pois, parece que somente as pessoas com classe inferior é que sofrem bullying ao entrar na escola nova. Isso porque ambas eram novas, tímidas, mas uma vestia-se melhor e não era a filha da faxineira. Esta, a Virgínia, consegue um entrosamento rápido com a turma, e nem sempre é assim, mesmo tendo condições melhores. Acredito que para mostrar mais a realidade do bullying, a aceitação de Virgínia pela turma, não deveria ser tão pacífica assim. Virginia fica dividida entre a amiga que gosta, Janice, e a turma da escola. Pensa como uma espectadora de bullying, “é melhor eu me unir aos autores do que me tornar o próximo alvo”!. Parece esperto este pensamento, mas, além de contribuir para que o caso não acabe, sofre por ficar dividida e achar que não pode fazer nada para ajudar a amiga.

PROFESSORA: A professora não percebe que o bullying acontece na sua sala de aula. Dá mais importância para as questões de etiqueta (“superficiais”), do que para as questões morais. Não demonstra nenhuma intervenção para conter o bullying, mesmo quando tem oportunidade. O filme não apresenta solução para o caso.

Crítica: Começo por um dado intrigante, na vida real, pesquisas recentes indicam que o local onde o bullying mais acontece é a sala de aula, com a presença da professora. Então, neste caso, o filme retrata bem o comportamento da maioria dos professores e profissionais da educação. Ora, a professora teve a oportunidade de mediar uma situação de conflito quando, no filme, a autora é pega jogando bolinha de papel na Janice. E a professora, não deu a mínima para o sentimento de Janice, para as questões morais ali envolvidas, como respeito ao próximo, cidadania, desperdício, justiça, conhecer o outro, refletir sobre suas ações. Ela se preocupou em chamar a atenção da autora pelo seu comportamento indisciplinar, dizendo: “isso é jeito de menina se comportar?”, “ninguém gosta de menina que não estuda!” (claro que gosta gente! Gostam das que não estudam , gostam das que estudam, tem gosto para tudo nesse mundo!!) O que as garotas fizeram com o discurso da professora? Seguraram o riso, aquilo não acrescentou em nada na vida delas como alunas e cidadãs! E, infelizmente, essa é a postura da maior parte dos professores, afinal, classe boa é aquela que não dá um piu, não é? Sim? Não?

MARINA: autora de bullying típica, a líder da turma, falante, gosta de chamar a atenção, não reflete sobre suas ações e nem o sentimento alheio. No filme, Marina inventa que, quem encostasse na Janice, pegaria a peste dela (referindo-se a sujeira, pois tiravam sarro da mãe dela que era faxineira da escola). O boato acaba por virar uma “brincadeira” de mau gosto e, mais cedo do que se imagina, torna-se uma agressão psicológica a Janice.

Crítica: Marina é aquela “sem noção” sabe? E sai por aí rindo, zoando, ferindo, agredindo as pessoas sem se importar, ou melhor, sem pensar que pode magoar, ferir e até mesmo matar alguém. Matar? É. Matar sim, em casos extremos o bullying mata. (Colocarei um post sobre isso mais para frente). A professora não soube trabalhar com o bullying em sala de aula e, Marina, continuou com suas agressões. As conseqüências para Janice são muitas, mas para Marina, assim como para todos os autores de bullying, também são.

Querem saber o Final do Curta?

Bem, no final do filme a amiga, Virgínia, tem que escolher entre continuar a “brincadeira” de “passar a peste da Janice” para outra garota, já que alguém a encostou, portanto, “pegou a peste”; ou parar com isso. Mas, o filme não mostra o que Virginia escolheu!!!!! Da para acreditar????

Quem for sentimentalista, emotiva e romântica, assim como eu sou, vai acreditar num final feliz, é claro! Com a Virgínia fazendo um discurso para classe sobre as conseqüências daquela violência a Janice, colocando um fim na “brincadeira”, todos se abraçando, pegando a Janice no colo, enfim, dando um basta no bullying. 

Mas, mesmo sendo tão emotiva, conheço a realidade e os meus anos pesquisando o bullying me mostram que, o final, não seria assim tão feliz para a Janice. E, caso nenhum educador interviesse de maneira positiva contra o bullying, Janice seria agredida psicologicamente e, quem sabe até fisicamente, por longos anos de escola!!

Gostaram do curta? Possuem críticas, comentários? Identificaram-se com algum personagem? Deixem comentários ou escrevam para: contato.bullying@yahoo.com.br

Abraços, Carol.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A influência do bullying no comportamento dos jovens


Olá amigos... Respondendo a questão da ou do amigo aqui do blog BULLY: NO BULLYING

Anônimo disse... Como o bullying influencia o comportamento dos jovens?

        Pessoal, o bullying influencia muito o destino de quem se envolve com ele. Isso ocorre porque as conseqüências para os seus envolvidos são inúmeras...
Imagine só um alvo de bullying que tem como conseqüência: fobia social, depressão e a auto estima extremamente ferida e baixa.
Este alvo se sentirá inseguro nas entrevistas de trabalho ou na hora de arrumar uma namorada, por exemplo. Cabeça baixa, ombros caídos, até mesmo a postura corporal pode ser influenciada pelo bullying.
Boa idéia para um artigo... Escreverei mais para frente! Obrigada.
Grande Abraço,
Carolina! 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Bullying relacionado a agressividade, jura?

Estudos associam o bullying a comportamento agressivo

Notícia retirada do site mulher.terra.com.br, na data 24/05/2010 às 22:00

“A condenação de um aluno da 7ª série de um colégio particular de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em um caso de bullying, mostra que a Justiça brasileira está cada vez mais propensa a encarar como agressão brincadeiras de mau gosto.

A família do estudante foi condenada a pagar R$ 8 mil a uma colega que recebia apelidos maldosos. Pois, não é só na Justiça que os praticantes de bullying (atos de violência física ou psicológica, que humilham, constrangem ou descriminam uma pessoa) são considerados agressores. 

Duas pesquisas recentes associam a prática à agressividade.Um deles, realizado pela Universidade George Mason, em Washington D.C., nos Estados Unidos, associa o comportamento dos praticantes de bullying ao dos adultos diagnosticados com fobia social.

Batizado de The Darker Side of Social Anxiety: When Aggressive Impulsivity Prevails Over Shy Inhibition (O Lado Escuro da Ansiedade Social: Quando Impulsividade Agressiva Prevalece sobre a Timidez). 

A tese dos psicólogos Todd Kashdan e Patrick E. McKnight, publicada na edição de maio da revista Current Directions in Psychological Science, é a de que a fobia social encobre na verdade um comportamento potencialmente violento que tem origem no medo.

"Para pessoas com fobia social parece fazer sentido a estratégia de atacar e rejeitar os outros antes que eles tenham a chance de fazer o mesmo contra eles", disse Todd Kashdan ao jornal The New Times.

A pesquisa, que estudou o comportamento de 1.822 pessoas, aponta que um em cada cinco adultos que apresentam o problema demonstra comportamento agressivo.

Medo : o medo de ser rejeitado pelo grupo também aparece como fator motivador para o bullying numa pesquisa escocesa feita com 481 estudantes entre nove e 12 anos pela Universidade de Groningen.

Os alunos foram submetidos a um questionário por um time de sociólogos e responderam às perguntas sobre seus sentimentos em relação aos colegas de classe. Outras perguntas se referiam especificamente a episódios de agressão e pediam para identificar se já tinham sido vítimas ou praticante de bullying.

Segundo os pesquisadores, praticantes de bullying tendem a dividir os colegas entre fontes de afeição e alvos de dominação. Entre esses últimos, predominam os que já foram atacados por seus colegas.

Os agressores buscam aprovação apenas de colegas do mesmo sexo e geralmente atacam quem já é atacado. O estudo também aponta que eles não se importam com a opinião das meninas. O mesmo acontece com as garotas agressoras, que não estão preocupadas com o que pensam os meninos em geral.

"Praticantes de bullying são muito estratégicos em suas ações. Buscam atenção e afeto do seu próprio grupo", disse um dos autores, René Veenstra, ao jornal The New York Times.

Em grupos de ambos os sexos, crianças obesas estão entre os principais alvos das agressões, não importando raça, status social ou desempenho acadêmico.”

Muitas pesquisas, no Brasil e no mundo, nos mostram o quanto o bullying está presente em nossas relaçoes sociais. Conversando com amigos, muitos já me disseram "puxa, agora eu sei que, o que eu vivi na escola, era bullying ; e hoje eu penso, será que sou assim (tímido, inseguro, Durão, etc. ...) por causa dele?" Ora, o bullying deixa conseqüências, ás vezes irreversíveis, na vida de seus envolvidos. A atenção que o mundo tem dado a esta causa, nos últimos anos, é muito importante para que este sofrimento diminua e para que sejam construídas relaçoes interpessoais mais sadias.
Abraços, Carol.

 


sábado, 22 de maio de 2010

Filme da Semana!

Boa Noite!!!

O filme da Semana é .... na verdade, um curta brasileiro chamado: "A peste da Janice".

Vocês podem assisti-lo, o link é: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=5124

Caso queiram dar uma olhadinha, no dia 3 de maio, eu postei aqui no blog Bully: No Bullying, o trailer do curta e informações sobre prêmios, atores, autor, festivais, etc...
O curta tem duração de 15 minutos.

Não esqueçam que, quarta feira que vem, farei uma reflexão sobre o curta!!! Beijos e até lá!
(Desculpem a demora!!!) 

Carol.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

10 Características do Bullying!

Anônimo disse...
"queria saber 10 características do bullying.........."
Olá Pessoal... Um leitor aqui do blog BULLY: NO BULLYING! quer saber 10 características do bullying, então, aqui estão elas:

1) Agressão física e/ou psicológica: existem dois tipos de agressões no bullying, a direta (física) e a indireta (psicológica e verbal).
A agressão direta envolve contato físico, sendo, por isso, mais evidente. Acontece por meio de socos, pontapés, beliscões, empurrões ou outros tipos de comportamento, como prender uma pessoa em um armário ou em um cômodo.
A agressão indireta é mais sutil e, por isso, difícil de identificar. Ela ocorre normalmente sem contato físico, através de fofocas, difamações, rotulações pejorativas e exclusão social.

2) Entre pares: o bullying acontece dentro de um contexto no qual os envolvidos se encontram no mesmo patamar de força. Não existe uma função hierárquica que possa impedir ou incentivar determinada atitude, no que se refere a agredir ou ser agredido.

3) Intencionalidade: o autor de bullying possui clareza de seus atos e sabe que o alvo das suas agressões não gosta de suas atitudes, mas, mesmo assim, as faz. Agride para ganhar o destaque na turma, os seus pares.

4)Repetição, freqüência: É comum, no bullying, que os alvos sejam agredidos ou ridicularizados todos os meses, semanas ou, até mesmo, várias vezes ao dia. Essas agressões ocorrem no intervalo das aulas, na entrada e saída do colégio e em outros espaços escolares como, a própria sala de aula.

5)Violência gratuita: o alvo de bullying não precisa motivar as agressões sofridas. O autor agride porque quer se aparecer e, para isso, diminui e menospreza o outro gratuitamente, sem motivação aparente.

6) Violência Velada: outra característica do bullying é que ele acontece escondido, propositalmente, dos adultos. Por isso, difícil de ser identificada.

7) Local: O bullying não acontece somente na escola, ele pode aparecer nos clubes, faculdades, igrejas, quartéis, na pópria família, ou seja, em qualquer lugar onde existam relacoes interpessoais.

8) Agressão silenciosa: na maior parte dos casos, o bullying acontece dentro da sala de aula com a presença do professor. E é porque o fenômeno possui como uma das suas características a agressão psicológica que, esta, se apresenta de forma quieta, silenciosa, através de um olhar, um sorrisinho irônico, ou até mesmo, um bilhete no caderno. 

9) Uso de tecnologias: o bullying pode apresentar-se por meio das tecnologias como mensagem de celulares e páginas na internet. Quando isso ocorrre damos o nome de cyberbullying.

10) Conseqüências: dificilmente alguma pessoa consegue passar pelo bullying sem levar marcas para toda a vida. Todos os envolvidos, sejam eles alvos ou autores de bullying, sofrem conseqüências e, às vezes, elas são irreversíveis. Esta é uma das principais razões que nos leva a crer em uma política de combate e prevenção ao fenômeno em todas as escolas.

Espero ter ajudado, 
Grande Abraço!!
Carolina.

Li e não gostei.

Acabei de ler uma matéria no site da Revista Encontro dizendo que o caso de Goiânia não foi bullying. Até aí tudo bem, nem sempre é fác...