domingo, 29 de agosto de 2010

Estudantes fazem ato público contra bullying em Olinda

Olinda em Foco

Publicado em 28.04.2010, às 18h46

Do JC Online 
 
Alunos da Escola Dona Brites de Albuquerque fizeram panfletagem e confeccionaram cartazes
Alunos da Escola Dona Brites de Albuquerque fizeram panfletagem e confeccionaram cartazes
Foto: Divulgação
Cerca de 150 pessoas, entre estudantes, pais e professores participaram na tarde desta quarta-feira (28) de um ato público contra o bullying, na Praça do Carmo, em Olinda, no Grande Recife.
Alunos e professores da Escola Municipal Dona Brites de Albuquerque fizeram panfletagem e promoveram atividades de dança, música e teatro. A ideia foi chamar a atenção de autoridades e da sociedade sobre o bullying.
O termo em inglês é usado para definir atos de violência física ou psicológica praticados para intimidar ou agredir outra pessoa.
A ação faz parte de um projeto desenvolvido há cerca de um mês na escola e envolve cerca de 200 alunos dos ensinos infantil e fundamental e do EJA (Educação de Jovens e Adultos) da unidade de ensino, além dos pais, professores e comunidade.
"Decidimos discutir o assunto depois que observei casos de bullying na escola", explica a auxiliar da secretaria e coordenadora do projeto Ana Camila da Silva.
Ana Camila é psicóloga e estuda o assunto. De acordo com ela, casos de bullying tem crescido nas escolas. "O bullying precisa ser visto como um problema de saúde pública", reivindica.

Fonte: http://jc.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2010/04/28/estudantes-fazem-ato-publico-contra-bullying-em-olinda-220431.php

Letra de música sobre bullying

Olá Amigos do blog  
Bully: No Bullying!!!

Segue a letra de uma música que a colega Leonor postou aqui no blog ...
Ah! Quem quiser copiar nao esqueça de colocar a autoria  - Leonor Alves - afinal, ela foi super bacana em compartilhar sua letra conosco...

Grande abraço, Carol.
Precisamos de paz, violência jamais!      Precisamos de paz,  Violência jamais,  Na escola eu preciso Aprender.  A amar meu irmão,  Segurar sua mão,  E seguir semeando,  A união.  Eu não quero ver briga,  Pontapé ou empurrão, Vamos todos cantar,  A canção.  Paz na escola,  Paz no coração,  Entre neste time,  Violência não.  A escola é o espaço,  Pra ensinar e aprender,  E para ter vida,  Só depende de você.  Diga não ao bullying,  Aprenda essa lição,  E leve para o mundo,  A nossa canção.  Paz na escola,  Paz no coração,  Entre neste time,  Violência não.  Autora: Leonor Alves.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Meu depoimento


Olá Amigos!



Essa semana, aqui no Blog Bully: No Bullying, recebemos muitos depoimentos de pessoas que sofreram e, ainda, sofrem por causa do bullying. São agressões físicas mas, principalmente, verbais e psicológicas. 


Quero compartilhar uma coisa que poucos da minha família sabem (agora ficarão sabendo!):


Também sofri bullying quando eu tinha 11 anos de idade. E  isso durou até os meus 15 anos mais ou menos. Não foi na escola, como em muitos casos. Foi em casa, na verdade no meu condomínio.

O autor era um garoto, um pouco mais velho que eu, "brincalhão", inventor de apelidos, gozador... O pessoal gostava dele, eu também achava ele legal às vezes... Mas, ele gostava era de se aparecer e, infelizmente, de se aparecer rebaixando o outro. No caso, eu.

Ele inventou um apelido para mim, fez uma chacota de uma característica física minha. Na época, aquilo me incomodou MUITO!

Eu era adolescente e, nesta fase, eu me sentia insegura, queria era brincar, jogar bola, e não ficar me arrumando sei lá... No entanto passei a me incomodar tanto com o apelido que comecei a me sentir feia, não queria mais ir nos aniversários do prédio, eu tinha MEDO dele.

Sei lá, tinha medo de estar ali junto com a galera e a qualquer momento ele soltar o apelido e começar com as gozações...

Além desse freqüente constrangimento, um dia, ele fez uma lista com o nome de todas as meninas do prédio. Nesta lista, ele colocava algumas características delas... e no meu nome estava escrito coisas que me fizeram chorar.

Lembro-me do momento em que li a carta e, calculando ... já faz uns 13 ou 14 anos! Que absurdo, vejam como marca. Toda vez que me lembro dele, ou que eu encontro com ele (é raro) tudo isso vem em minha cabeça, e hoje eu me pergunto: Por que eu não contei aos meus pais?

No fundo eu tinha vergonha porque aquilo realmente me incomodava, e me incomoda um pouco até hoje. Mas, agora sei que existem coisas mais importantes para o mundo e para mim do que pensar: puxa, porque eu nasci assim!? Mas, naquela época, aquilo era tão grande e imenso que me sufocava...

Não fiquei mais forte passando por estas situações. Muito pelo contrário, me tornei insegura. Acreditam que tem gente que acha que passar pelo bullying torna o alvo mais forte? Arrumem outro jeito de nos fazer aprender a lidar com os males da vida vai... Pelo amor de Deus!

Quando eu mudei de prédio, tudo passou... Mas só passou porque, digamos, “eu me mudei do problema”. Definitivamente não é a melhor solução, pois fico a pensar: e se eu não tivesse me mudado?

O que quero dizer é que não é fácil conviver com nossos defeitos, principalmente quando alguém faz piada dele. Mas, quero que saibam que é preciso caminhar e continuar... Peçam ajuda!

Não fiquem quietos... Vale pensar: puxa porque isso me incomoda tanto? O que eu posso fazer? Mas não é fácil mesmo, aliás, é muito difícil!

Hoje eu não sinto nada de ruim por ele e sei que, da mesma forma que eu não sabia que isso era bullying, ele também nem pensava sobre suas ações, era um sem noção. E pior, ninguém dizia a ele para parar, já que a turminha do prédio ria das piadas dele também, o incentivando mesmo que sem querer...

Por isso, quanto mais pessoas souberem o que é o bullying, mais pessoas poderão dizer que não gostam destas “brincadeiras” e, também, mais pessoas poderão dizer ao autor de bullying o quanto ele é mala e sem noção das conseqüências de seus atos!

Enquanto isso não termina, acredite que há mais razões na sua vida para sorrir do que para chorar, é preciso acreditar!




Valeu galera!
Todos contra o bullying. Todos pela educação!

Grande Abraço,
Carolina Giannoni Camargo

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mais sobre o julgamento do caso de Belo Horizonte

Caso de Belo Horizonte:


Para lembrar do caso, segue o post do dia: 7 de junho de 2010, aqui no 
blog Bully:no bullying!

" Pessoal, boa noite!

Eu estava aqui pensando esses dias sobre o caso de Belo horizonte. Só para recapitular (post do dia 20/05/10):


"Tábua", "prostituta", "sem peito" e "sem bunda". Estas eram as ofensas disparadas pelo adolescente condenado por praticar bullying contra uma colega de classe, em uma escola particular de Minas Gerais. A história ganhou repercussão nesta terça (19), com a publicação da sentença pela 27ª Vara Cível, de Belo Horizonte. O magistrado Luiz Artur Rocha Hilário, que julgou o caso entendeu que a ação, movida pela família da garota, era procedente e determinou o pagamento de indenização por danos morais, fixada no valor de R$ 8 mil.


Quem foi condenado? Os pais do autor de bullying. Sobre este caso tenho muitos comentários a fazer, mas, vou me atentar apenas a dois: o resultado do julgamento e o advogado de defesa.


Resultado do Julgamento:

Os pais do autor de bullying foram acusados e deverão pagar o valor de R$8000,00 ao alvo das agressões. A escola, que recebeu a denúncia e que não tomou as medidas necessárias para acabar com as agressões, saiu ilesa. Houve uma denúncia antes do processo. Os pais do alvo avisaram a escola sobre o caso de bullying. A escola, segundo as notícias, não mediou a situação e não soube "trabalhar" nem com o alvo e nem com o autor das agressões. Será justo a responsabilidade ir (apenas) para os pais? Afinal, quem são os PROFISSIONAIS de educação, os pais ou a escola? Lembrando que as agressões ocorreram dentro da escola e que esta, por sua vez, não estava preparada para combater o caso ...


Advogado de Defesa:

Vejam o que o advogado do autor de bullying disse:


"O conjunto das provas não conduz à essa conclusão. A figura do bullying em si não é um mero aborrecimento. Um mero aborrecimento não gera um dano moral. O bullying é o comportamento agressivo dos adolescentes. Iniciou-se nos Estados Unidos, onde menores se digladiavam em escolas, humilhavam uns aos outros. Isso não é a realidade brasileira. E não ocorreu neste caso - afirmou, evitando revelar detalhes do processo."



Pessoal, como este advogado vai para uma audiência sem ter estudado o mínimo sobre bullying? "Doutor", preste atenção, o bullying não nasceu nos Estados Unidos, e este fenômeno não escolhe realidades para acontecer!!!


O bullying ocorre em qualquer escola, seja ela pública ou particular, rural ou urbana, em qualquer cidade, estado e país... infelizmente! O bullying não escolhe classe social, gênero, raça, cor e etnia, é uma violência entre pares (quaisquer pares).


Hoje em dia, tem muita gente falando besteira sobre bullying, pessoal. O assunto é sério, merece atenção e precisa ser pesquisado e analisado muito bem antes de qualquer julgamento.


Possui opinião sobre o assunto?

Então escreva para:

contato.bullying@yahoo.com.br"



Vejam este depoimento!

Oi gente, boa tarde!  
Como a Alice, do país das maravilhas, às vezes os alvos se afogam em suas próprias lágrimas, e transformam uma mentira cruel, num cotididiano real de sofrimento.
Vejam este depoimento, que triste!


Iniciais C.C. - sem idade declarada - país: Portugal

 
Fui vitima de bullying na escola e posso dizer que perdemos muito com isso. 
Quero aproveitar esta oportunidade por que desconhecia que chamavam a este tipo de comportamento de bullying. Sempre pensei que tinha uma anomalia para que muitos dos meus colegas me tratassem de tal modo, mas estou a ver que nunca teve nada a ver com isso. Vou tentar contar em poucas palavras a minha evolução em relação ao bullying.
 
Andei numa escola até acabar o preparatório era o melhor aluno da turma depois tive que abandonar esta escola visto não haver oportunidade de continuar os estudo nela, não tinham outro nivel acima. Quando me mudei para outra escola começaram os maltratos por parte dos mais velhos e dos que já lá se encontravam e que me conheciam muitos deles tinham estado na mesma escola onde eu havia feito o preparatório e de notar que estes eram mais velhos, eram repetentes na escola onde eu fui parar. Penso que em função das notas (as minhaseram melhores que as deles) maltratavam cada vez mais até ao ponto de eu pensar desistir da escola e ficar completamente tapado por faltas. Só não aconteceu porque os professores (alguns) viram que eu era um bom aluno e não permitiram que eu desistisse. 
 
Continuei os estudos mas com muita dificuldade só queria desistir, mas com muito custo consegui tirar o 12º mas nunca mais fui o mesmo aluno apesar de ter boas notas, mas nunca tão boas como antes. Fui para a minha vida profissional e este tratamento continua porque muitos dos meus antigos colegas conhecem -me da escola e quando podem não perdem uma oportunidade para me deitar abixo.
 
Apesar de ser um excelente profissional acima da média dos meus colegas não consigo tirar o máximo daquilo que consigo produzir. Só posso dizer que apetece-me mata-los constantemente e que me torno agressivo quando me tratam como um cachorro. Como ponto final quero dizer em primeira mão que tudo o que dizem sobre o bullying é pura verdade, sentimos tudo aquilo e muito mais.

Atitudes que deram certo...

Escola do DF usa esporte para reduzir violência entre os estudantes

O desenvolvimento de projeto de enfrentamento à violência por meio de práticas esportivas foi a solução adotada por uma instituição de ensino do Distrito Federal para combater o bullying. No segundo semestre do ano passado, a Escola-Classe 203, na cidade-satélite de Santa Maria, a 35 quilômetros do Plano-Piloto de Brasília, promoveu uma gincana para os alunos da educação infantil e um campeonato com diversas modalidades para os estudantes das séries iniciais do ensino fundamental.

O bullying, que numa tradução livre do inglês significa intimidação, é o comportamento agressivo de estudantes. Compreende todas as formas de atitudes intencionais e repetidas, sem motivação evidente em uma relação desigual de forças. “Excelentes resultados foram alcançados”, diz Anita Maria Lins da Silva, orientadora educacional da instituição. Segundo ela, os alunos que brigavam passaram a organizar equipes esportivas, estratégias de jogo e torcidas organizadas.

Graduada em pedagogia, com especialização em orientação educacional, supervisão escolar e séries iniciais, Anita é pós-graduada em psicopedagogia e faz mestrado em psicologia. Está no magistério desde 1999 e chegou à Escola-Classe 203 no início do ano letivo de 2009. Ela observa que, na maioria das vezes, as crianças agridem moral e fisicamente os colegas, independentemente da faixa etária. “O que mais acontece é a agressão física por motivos diversos ou apenas para oprimir e intimidar”, explica.

O projeto de práticas esportivas foi criado a partir da constatação de casos de bullying tanto nas salas de aula quanto nos períodos de recreio, por meio da observação e relato dos professores. “Nosso objetivo é desenvolver o respeito mútuo, o fortalecimento dos laços afetivos, o respeito às regras e limites, além de estimular um ambiente de motivação e alegria”, salienta Anita.

Segundo a orientadora, a implantação do projeto ajudou a fortalecer a relação entre professores e estudantes. “As crianças passaram a nos procurar mais vezes para resolver os diversos tipos de problemas”, observa.

O trabalho foi tão positivo que será realizado novamente no início do ano letivo de 2010.

(Fátima Schenini, Segunda-feira, 04 de janeiro de 2010 - 11:04 - portal.mec.gov.br) 

Combate ao bullying

Escola e famílias atuam unidas em município de Mato Grosso do Sul

A constatação de que a escola, de fundamental importância na vida das pessoas, tem sido palco de bullying, levou a professora Cristina Pires Dias Lins, de Dourados, Mato Grosso do Sul, a criar projeto para auxiliar no combate a essa prática. O bullying (intimidação, numa tradução livre do inglês) é o comportamento agressivo e antissocial de estudantes, sem motivação evidente, em uma relação desigual de forças.

O projeto Unidos no Combate à Prática do Bullying – Jornal, Literatura, Comunidade e Cidadania, uma Grande Parceria, desenvolvido em 2008 e 2009, foi um dos vencedores da quarta edição do Prêmio Professores do Brasil. Ele atingiu, inicialmente, os alunos do primeiro ano do ensino fundamental da Escola Municipal Neil Fioravanti. Depois, integrou toda a escola, as famílias dos estudantes e a comunidade.

“Sempre fui consciente de que a educação é papel de todos. Não se pode pensar no envolvimento dos pais apenas nos momentos de reuniões para apresentação de resultados bimestrais”, salienta Cristina. “É necessário integrá-los no início, meio e fim do caminhar pedagógico.”

O primeiro passo foi apresentar o projeto aos pais e à equipe pedagógica para esclarecer o objetivo do trabalho e ressaltar a importância da colaboração de todos para o êxito da iniciativa. Alunos e familiares estiveram reunidos na confecção de cartazes contra a violência, colados por toda a escola. As famílias também participaram da elaboração da pauta de reivindicações contra a violência, encaminhada aos responsáveis pelo projeto político-pedagógico e à Secretaria Municipal de Educação de Dourados. A proposta é articular o projeto com as demais escolas da rede oficial do município.

Na execução do projeto, os diferentes conteúdos tiveram tratamento interdisciplinar. Na área de língua portuguesa, por exemplo, foram explorados textos conhecidos da literatura infantil, como O Patinho Feio e A Cigarra e a Formiga, e notícias de jornal para confrontar a ficção e a realidade no que se refere ao relacionamento humano. Os alunos reescreveram as histórias e encenaram uma peça de teatro, A Cigarra Cantora e a Formiga Solidária. Em ciências, por meio do estudo do corpo humano, houve a valorização das características físicas de cada um e o respeito à diversidade.

De acordo com Cristina, a leitura e as demais atividades desenvolvidas em parceria forneceram suporte para passar da reflexão à ação. Assim, aos poucos, foram revistos conceitos que provocaram mudanças positivas nas atitudes. As brigas, que eram constantes, diminuíram. “Quando ocorrem, os próprios alunos causadores repensam automaticamente, reveem as atitudes e se autopoliciam”, analisa a professora.

Outro efeito positivo foi o aumento na interatividade da turma, que se tornou mais solidária.

Jornal — Para registrar e divulgar o que aprendeu sobre o combate ao bullying, a turma criou o Jornal da Cidadania, distribuído às famílias e à comunidade. “Procuramos conscientizar os leitores da importância da justiça, da ética e da colaboração para uma boa convivência”, afirma a professora. “Também integramos mensagens reflexivas ligadas à paz, ao respeito e a valorização da diversidade.”

(Quarta-feira, 06 de janeiro de 2010 - 12:26 / Reportagem de Fátima Schenini - portal.mec.gov.br)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Reportagens sobre o livro: "Brincadeiras" que fazem chorar.

Jornal da Manhã


Livro de pesquisadora foca bullying


Campanha encabeçada pelo jornalista Serginho Groisman contra bullying chega à Bienal Internacional do Livro em São Paulo, com o lançamento de Brincadeiras que fazem chorar, de Carolina Giannoni Camargo, hoje, às 17h, no estande 44, no Anhembi. Ela pesquisa o fenômeno desde 2005, dedica-se à prevenção e ao combate ao bullying nas escolas, profere palestras para educadores, pais e alunos e, ainda, mantém o blog http://bullynobullying.blogspot.com/ sobre o assunto. Bullying é o termo em inglês utilizado para designar atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos contra alguém.





Número 2

 



Livro de pesquisadora foca bullying
 

Campanha encabeçada pelo jornalista Serginho Groisman contra bullying chega à Bienal Internacional do Livro em São Paulo com o lançamento de “Brincadeiras que fazem chorar”, de Carolina Giannoni Camargo,  no estande 44, no Anhembi. Ela pesquisa o fenômeno desde 2005, se dedica à prevenção e ao combate ao bullying nas escolas, profere palestras para educadores, pais e alunos e, ainda, mantém o blog http://bullynobullying.blogspot.com/ sobre o assunto.  Bullying é o termo em inglês utilizado para designar atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos contra alguém.



Número 3 
Brincadeiras que Fazem Chorar!


Carolina Giannoni Camargo – Editora All Print - Brasil
É uma obra prática que permite aos pais e professores conhecerem de forma bem completa o que é o bullying, como identificar vítimas e agressores e como ajudar os envolvidos nesta violência. Traz ainda uma reflexão sobre a educação de nossos filhos ou alunos frente ao complexo mundo em que vivemos e também sobre nosso papel, como educadores, na diminuição dos casos de bullying.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/cultura.html?idEdicao=35&idCategoria=4

Bienal 2010


Bom dia pessoal...

Foi muito bom participar da minha primeira Bienal de São Paulo. A feira estava linda, com muitas atraçoes. Os estacionamentos lotados, muitas escolas, famílias, arte e cultura. Fiquei muito contente em ver que um evento que envolve literatura esteja tão em ata! Que bom ver crianças pequenas já se interessando pela leitura ... tudo muito bom, perfeito.
Colocarei aqui no blog, durante a semana, fotos e vídeos da minha participação na feira! Agradeço a todos que estiveram presentes no dia.

Obrigada,
Carolina Giannoni Camargo




quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Escola de Valdevez - Portugal



Olá amigos ... escrevo para divulgar um trabalho, muito bem sucedido, realizado em Portugal por um grupo de alunos e professores. O projeto cresceu, gerou bons frutos, e hoje podemos adotá-lo como exemplo para o desenvolvimento dos nossos projetos de prevencao ao bullying em nossas escolas.
Segue uma matéria sobre o assunto ...


Bullying na escola – um trabalho do Agrupamento de Escolas de Valdevez
(site educacao.te.pt)
A turma do 6.º F do Agrupamento de Escolas de Valdevez (ano lectivo 2007/08), inserido na Área de Projecto, desenvolveu um trabalho muito interessante sobre o tema "Bullying na escola".

Este trabalho foi desenvolvido com tal entusiasmo que levou um grupo de professores e alunos a assegurarem a sua existência no Agrupamento, no presente e no futuro, através da criação de um site.

Professores e alunos disponibilizaram-se para trabalhar de forma sistemática e em articulação com todos os agentes da comunidade, os vários órgãos da escola e todas as entidadades com responsabilidades na Educação.

No site do projecto podemos aceder ao trabalho final, cuja principal finalidade consiste em “dar a conhecer uma realidade bem presente entre nós e bastante conhecida, apesar de nem sempre ser reconhecida como tal. Falaremos da agressão física, verbal e psicológica que é exercida, individualmente ou em grupo, na comunidade educativa e na sociedade em geral.”

O trabalho do 6.º F é “também uma forma de dar a conhecer e alertar os educadores e os pais, que os seus discentes e educandos podem estar a ser vítimas de bullying, sem que se apercebam”.

O texto alerta: “o bullying pode marcar a personalidade de uma pessoa para sempre ou torná-la débil na capacidade de comunicação, ou torná-la incapaz de se afirmar em termos sociais, profissionais e amorosos.”

Descrevendo as consequências deste problema, os autores do trabalho alertam par o facto de “quando não há intervenções efectivas, dos Conselhos Executivos e docentes, contra o bullying, no ambiente escolar, este torna-se totalmente contaminado e viciado de rotinas graves e perigosas.

Todas as crianças, sem excepção, são afectadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos que testemunham situações de bullying, quando se apercebem que este tipo de comportamento agressivo não traz nenhuma consequência ou punição a quem o pratica, poderão achar por bem adoptá-lo, tornando-se assim em futuros agressores.

Muito úteis são também as indicações dos investigadores que este trabalho divulga nos temas “Como Prevenir o Cyberbullying”, "Como Detectar o Cyberbullying" ou "Como Fazer Frente ao Cyberbullying".

Os alunos afirmam ter presenciado na escola “em cerca de uma hora, vinte e um casos de bullying. Ficámos chocados com uma realidade que, a maior parte das vezes passa despercebida, pois além da impunidade dos agressores, as vítimas sentem-se, na maioria das vezes, impotentes para deixarem de ser violentadas.”

Os alunos expressam o desejo de diminuição destas “práticas, que por serem bastante penosas para os envolvidos, não devem passar despercebidas, nem serem consideradas com naturalidade, como que fazendo parte do crescimento e amadurecimento do ser humano” e de uma reflexão nas escolas sobre esta temática, local “onde estes acontecimentos se iniciam e ocorrem com mais frequência”.

Os alunos concluem: “uma das causas facilitadoras e promotoras deste fenómeno é a excessiva passividade dos Conselhos Executivos, corpo docente e não docente e dos encarregados de educação, à forma como reagem e enfrentam estas situações, considerando-as normais e não como um problema sério e com consequências futuras extremamente penosas, quer para as vítimas, quer para os agressores.”

Saliente-se ainda que a turma do 6.º F organizou e está a preparar um conjunto de iniciativas e a promover o projecto junto do maior número possível de escolas, de forma a seguirem estratégias semelhantes e comuns, promovendo a partilha de experiências, informação e formas de atuação.

Trailer do filme "Odd Girl Out"


Pessoal, segue trailer do filme. No you tube da para vê-lo quase inteirinho. No dia 19 de maio deste ano postei uma reflexão sobre o filme, para quem quiser dar uma olhadinha ...

Carol.

Bienal ... que legal!!!

Pessoal, boa tarde!

Sexta Feira estarei na Bienal, com o livro:

"Brincadeiras" que fazem chorar. Introdução ao fenômeno Bullying.

Vocês estão convidados! 

Dia 20 às 17:00 no estante 44 rua L,
no Anhembi em São Paulo.
Os ingressos custam R$10,00 e estudantes (com carteirinha) pagam meia entrada!

Ah, e tem mais ....  

PROMOÇÃO ESPECIAL! Entrada gratuita para quem comparecer ao evento fantasiado do seu personagem favorito. Para validar a sua entrada na Bienal do Livro é obrigatório apresentar uma foto do personagem representado.

 

Espero vocês lá para batermos um papo sobre BULLYING e, juntos, acabarmos com essa prática violenta nas escolas!

Até lá ... Carolina.

Filme: Odd Girl Out

Olá pessoal!

Gostaria de agradecer pelos comentários que vocês deixam aqui no blog. È muito bacana ver que gostam do conteúdo daqui e que, de alguma forma, posso colaborar com os trabalhos de escolas, tcc (s), casos na família, enfim, é super gratificante contribuir um pouquinho com vocês!

Tem muita gente perguntando sobre o filme Odd Girl Out. Puxa,eu baixei no meu computador, mas não consigo mais achar o site no qual consegui o filme. Tentarei deixar, de alguma forma, trechos dele aqui no blog, pelo menos até eu consiguí-lo inteirinho para vocês ... 

Ah! Quem souber onde encontrá-lo, pode compartilhar conosco também, ok?

Grande abraço, Carol.
Blog Bully: No Bullying

Assessoria em bullying?

contato.bullying@yahoo.com.br

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estudo em andamento ...


Escolas que sofrem com bullying têm menor rendimento

Escolas em que se observaram mais atitudes agressivas entre os alunos estão entre aquelas que apresentaram as avaliações mais baixas em Português e Matemática na Prova Brasil de 2007. A relação foi identificada pelo cruzamento de uma pesquisa com os resultados do teste que afere anualmente a evolução da qualidade do ensino básico. As informações são da Agência Senado.

O tema foi abordado pelo pesquisador José Batista de Albuquerque em audiência nesta quarta-feira na Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE). Da lista de comportamentos agressivos, constam o bullying e preconceitos.

O pesquisador disse, após a audiência, que os dados não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre os dois problemas - ou seja, não é possível dizer que o preconceito é a causa determinante do baixo desempenho. No entanto, mesmo isolando outros elementos, ele disse ser ainda possível atribuir as variações dos resultados em provas a atitudes, crenças e valores dos atores do ambiente escolar. Da mesma forma, influem aspectos como a distância social e o conhecimento de situações de bullying em que professores e funcionários são vítimas.

"Essa pesquisa consegue apreender esse fenômeno, quantificando estatisticamente um desempenho negativo influenciado por esses elementos", disse. Ainda em fase de tratamento de resultados, a pesquisa envolveu consulta a mais de 15 mil estudantes do ensino básico em todo o país, além de professores, funcionários de escolas, diretores e pais envolvidos nos conselhos escolares. O objetivo foi levantar atitudes em relação a questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e deficiência física, entre outros temas.

(Reportagem do Terra, de 04 de agosto de 2010 às 18h35)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Paródia sobre Bullying


Boa Noite Pessoal!
Sábado aconteceu uma coisa muito legal. Enquanto fazíamos uma palestra no colégio Júlio Chavaliér, em Campinas, um professor fazia anotaçoes o tempo todo. No final, para minha surpresa, ele cantou uma música sobre o tema da palestra, bullying, e emocionou toda a platéia.Fiquei muito contente e a música ficou muito bacana!
O professor que fez a música, Elcio Arestides de Mattos da Silva, nos autorizou colocar aqui no blog. É um oportunidade para os professores levarem para seus alunos. Peço apenas que não deixem de colocar a autoria (nome do professor) da paródia pois, o professor, foi muito bacana em disponibilizar sua letra para todos nós!
É isso aí. Todos contra o bullying. Todos pela Educação! E ...
MUITO OBRIGADA, PROFESSOR ELCIO, SEGUE SUA PARÓDIA:

 
BULLYNG

Música : Asa Branca
Versão/letra: Profº Elcio Arestides de Mattos da Silva

Entre pares acontece
Sempre é intencional
São várias vezes / e sem motivos
Agir assim / não é legal

O autor é quem pratica
É impulsivo até demais
Atrás de um “bode / expiatório”
Se tem platéia, / “ele é demais”

Quem recebe é o alvo
Submisso e passivo (nem sempre)
Baixa autoestima / pode ser frágil (fisicamente)
E no futuro / ser agressivo

A platéia acha graça
Para não ser vitimada
São coniventes / o tempo todo
Sendo omissa / não fazem nada

A ação é camuflada
Pra depois poder negar
Longe de adultos / ninguém está vendo
Os que acusam / têm que provar

Ele quer ser popular (o autor)
Pois precisa ser aceito (socialmente)
Buscando status / dentro do grupo
Destrata os outros / não tem respeito

Hoje a permissividade (na família)
Deixam todos sem limites (as crianças)
O filho manda / decide tudo
Em casa ele / dá os palpites

Escutar, / dialogar (no interior da família)
Alimenta a relação (pais e filhos)
Corrigir sempre / quem ama educa
Esse é o caminho / da Educação

Obs: Esses símbolos ( / ) que aparecem nas estrofes da paródia, equivalem a pausa para respiração durante a execução da mesma; as referências que estão entre parêntese, não são cantadas.

Lei Municipal de Campinas

De autoria do Vereador Biléo Soares, a lei municipal de combate ao bullying nº 13680 de 18/09/2010 garante o direito dos alunos das escolas municipais de Campinas de estudarem em um instituição de ensino que possui um projeto de prevenção a este tipo de violência.
Aline Isabela Archangelo e Carolina Giannoni Camargo propuseram algumas mudanças na lei, e estas foram aceitas pelo vereador Biléo Soares que se mostrou preocupado e interessado em fazer mais para acabar com o bullying no nosso município. 
Gostaríamos de agradecer ao vereador por facilitar nosso trabalho que, afinal, possui um único objetivo: Levar mais paz, bem estar e qualidade de vida para os alunos, por meio da prevenção ao bullying.



Li e não gostei.

Acabei de ler uma matéria no site da Revista Encontro dizendo que o caso de Goiânia não foi bullying. Até aí tudo bem, nem sempre é fác...